Frente Evangélica Brasileira repudia a ideologia de gênero em defesa da família e da fé cristã; “Defendemos os ideais de Jesus Cristo”, afirmou professor Antônio Delson

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“O pensamento judaico cristão defende os valores da liberdade de pensamento, da propriedade privada, da fé em um único Deus e da família idealizada por Deus”. A partir desta afirmação, o professor Antônio Delson, pesquisador do Departamento de Física da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) e pastor da Assembleia de Deus, promoveu uma ampla reflexão na Câmara Municipal, na manhã desta quarta-feira (18).

O educador ocupou a Tribuna Livre representando a Coordenação Executiva da Frente Evangélica Brasileira, movimento de caráter nacional, formado por líderes cristãos, empresários e profissionais liberais que defendem a fé cristã. “Estamos aqui para falar sobre a ideologia de gênero e apresentar a construção das nossas ideias sobre esse tema”, explicou Antônio Delson, ao agradecer o “espaço democrático” cedido pelo presidente do Legislativo, Fernando Torres (PSD).

Destacando que a Frente Evangélica Brasileira defende o Brasil livre e a família idealizada por Deus, como revelado pelas santas escrituras, entre outros valores conservadores, o palestrante definiu a ideologia de gênero como “uma declaração de guerra contra a feminilidade e a natureza da mulher, uma interpretação marxista da história do mundo na qual a categoria gênero transferia todas as demais categorias”.

Ele lembrou que em 1848 foi publicado em Paris um manifesto comunista por Karl Marx e Friedrich Engels, que disseminou a doutrina comunista marxista em muitos lugares do mundo, particularmente no leste europeu. Lenin foi um dos que executou os seus planos na região e os que se opuseram ao seu pensamento foram mortos. “O comunismo e o socialismo assassinaram mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo”, enfatizou.

“Trata-se de uma revolução com base na ideia de luta de classes que não deu certo”, afirmou Antônio Delson, citando a ideia de Marx que a família é a primeira opressão de classe: o homem com a mulher para ter uma propriedade particular, para sustentar a família e se você não destruir a família não conseguirá destruir a propriedade particular. “A ideologia de gênero se inspirou nos ideais do marxismo, politizando a palavra gênero em oposição a palavra sexo”, disse.

O professor citou Antonio Gramsci, um dos referenciais da esquerda do século 20, disse que a revolução precisava ser ideológica em favor de uma hegemonia cultural, para isso deveria haver uma tomada do controle do sistema de educação, das instituições religiosas e dos meios de comunicação. Judith Butler, segundo ele, defendeu que não temos que libertar a mulher do homem, mas libertá-la de ser mulher pois a mulher foi invenção do homem para controlar.

Sobre a perspectiva de gênero, no entendimento do pastor evangélico, tudo passa a ser visto como parte da luta pelo poder entre homens e mulheres, uma revolução da classe sexual das mulheres contra os homens. Ele vê como um dos argumentos mais importantes da ideologia de gênero o livro Dialética do Sexo, publicado em 1970, que declara a necessidade da destruição da família, a erotização das crianças, o sexo entre crianças e adultos, onde todas as modalidades de sexualidade fossem possíveis.

“A Frente Evangélica Brasileira é contra esses ideais. Defendemos os ideais de Jesus Cristo, este homem perfeito, santo e não corrupto”, enfatizou Antônio Delson, que parabenizou os vereadores os vereadores Edvaldo Lima (MDB) e Paulão (PSC) pela coragem de se levantarem contra essa ideologia. Ele citou ainda a questão da multiparentalidade gay na Holanda, onde diversos homens e mulheres misturados são pais de uma única criança.

O palestrante esteve acompanhado por um grande número de pastores integrantes do movimento, dentre os quais o também professor Nelson Navarro, que destacou que o foco da discussão é a defesa dos valores cristãos. Segundo ele, o Cristianismo tem dois inimigos: o diabo e o comunismo. Ex-comunista que passou a pregar o Evangelho, ele considerou esta quarta-feira “um dia histórico” de combate ao comunismo.

Ascom

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