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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 21/12/2018

“Fui amaldiçoado”, diz Ronaldo Ésper ao explicar motivo de ter sido homossexual

O estilista e apresentador de TV Ronaldo Ésper reafirmou que abandonou a prática homossexual após se converter na Igreja Universal, reiterando que não foi “forçado” a deixar o estilo de vida que carregou desde a juventude. A declaração foi dada em entrevista ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan FM.

 

O apresentador Emílio Surita o questionou sobre a decisão de abandonar a homossexualidade, e Ronaldo Ésper não fez voltas, dizendo que acreditava que o estilo de vida que o tornou conhecido era fruto de uma “maldição” rogada por um familiar.

 

“Eu acho que a minha fé atual, a da Universal, eles tem várias explicações. Uma delas é que você traz isso de família, é hereditário. Eles consideram isso como uma maldição. Você pode ser amaldiçoado por alguém. Eu fui amaldiçoado por uma tia minha quando eu era criança. Eu estava me afogando”, contou o estilista.

 

A abordagem do assunto rendeu inúmeros questionamentos da bancada do programa, formada por um pensamento progressista quase unânime. Nesse contexto, Ronaldo Ésper foi enfático ao dizer que não se agradava de sua homossexualidade: “Cientificamente não se sabe direito como isso vem. Tudo é controlável, você querendo, você deixa. Eu passei a vida toda homossexual e eu não gostava, eu gostava da farra, era uma coisa fascinante. Era inocente, sem drogas, sem nada”.

 

Em outro trecho, contou que foi convencido por sua mãe, católica, a procurar ajuda para seus problemas psicológicos na Igreja Universal, anos atrás: “Eu fui até a igreja, fui conversando. Eu fui interpretando as coisas que eles falam e cheguei à conclusão de que era melhor me abster”, declarou.

Homossexualidade
O posicionamento da Igreja Universal do Reino de Deus em relação à homossexualidade é uma verdadeira incógnita, já que a denominação já tratou casos com exorcismo ao vivo em programa de rádio, e também indicou acolhimento a homossexuais por não ter “preconceito” contra eles.

 

Em janeiro de 2012, um vídeo – removido do YouTube – mostrava o bispo Edir Macedo e outros sacerdotes da denominação fazendo um exorcismo de um rapaz identificado como Leandro. A polêmica virou processo da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) contra a igreja, e o bispo terminou acusado de charlatanismo.

 

Já em 2013, o blog de Macedo publicou uma série de testemunhos de ex-homossexuais convertidos à denominação, com os depoimentos de um ex-travesti e duas jovens. Em 2014, o sobrinho de Macedo, Marcelo Crivella – bispo licenciado da igreja – falou sobre o tema e reiterou que a homossexualidade é pecado.

 

Em 2015, o líder da Igreja Universal afirmou que a denominação não se posicionaria sobre o assunto porque “Jesus não falou nada” sobre gays e lésbicas. No entanto, já em abril de 2016, Macedo usou seu blog para expor o testemunho de um fiel que atribuía sua homossexualidade aos “encostos” que o possuíam.

 

Meses depois, o bispo Márcio Carotti, apresentador do Fala Que Eu Te Escuto, entrevistou o jornalista Felipeh Campos, homossexual, e afirmou que pregar contra as relações entre pessoas do mesmo sexo é “coisa de pastores bobões que fazem barulho igual siri na lata”.

 

 

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