Greve dos caminhoneiros: governo agirá de forma “reativa”, diz especialista

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Em nova greve nesta 2ª feira (1º.nov), caminhoneiros protestam contra o alto preço do diesel. Os caminhoneiros se sentem “traídos” pela falta de “empenho” de Bolsonaro e de Tarcísio para garantir demandas já antigas da categoria, que apoiou a eleição do presidente em 2018. Após diversas altas consecutivas no valor dos combustíveis, a principal pauta do grupo é a mudança na política de preços da Petrobras.

Em entrevista ao Agenda do Poder, o consultor de relações governamentais da BMJ Consultoria, Francisco Hendlmayer, explicou que, desta vez, a pauta faz com que o governo Federal pretenda agir de forma “reativa”, ou seja, sem grandes iniciativas para atender aos pedidos da categoria.

“O pleito dos caminhoneiros vai um pouco mais a fundo dessa vez. Isso faz com que o governo fique um pouco refém e tente se afastar da discussão, porque ele não tem interesse em mudar essa política”, disse. “Para mitigar essas mobilizações de bloqueios de rodovias, o governo federal anunciou um auxílio diesel, que teve um efeito contrário do que pretendia. A categoria recebeu muito mal, alguns disseram que eles não precisavam de esmola, e isso fez com que inflamasse ainda mais o ânimos”, acrescentou.

Com o objetivo de desestimular a greve — que conta com o apoio de dez centrais sindicais e da Federação Única dos Petroleiros (FUP) –, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chegou a anunciar um auxílio-diesel de R$ 400,00 para os caminhoneiros, mas profissionais autônomos da categoria consideraram a quantia como “migalha e esmola”. Já o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado nas vendas de combustíveis por 90 dias. Porém, as entidades convocadoras da paralisação dizem ser insuficiente.

Como explicou o consultor, o objetivo do governo é manter as vias desobstruídas para que não haja desabastecimento. “O governo está disposto a, no máximo, apresentar uma espécie de auxílio diesel para poder deixar a categoria ainda proxima ao presidente, que tem enfrentado dificuldades em relação aos custos que os caminhoneiros tem tido”, afirmou o especialista.

Fonte – SBT News – Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

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