Igreja Universal pressiona, mas mantém apoio a Bolsonaro após conflito em Angola

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Gilberto Nascimento- De São Paulo para a BBC News Brasil

A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), liderada pelo bispo Edir Macedo, deu sinais na última semana de que poderia romper com o presidente Jair Bolsonaro em protesto contra ações do Ministério das Relações Exteriores, que não teria dado apoio à instituição em um conflito com o governo de Angola e religiosos locais.

Membros da Universal fizeram críticas públicas ao comportamento do Itamaraty, mas esse gesto foi visto por parlamentares no Congresso como uma “cortina de fumaça”. Seria “um jogo de pôquer”, apenas uma forma de pressão, na avaliação de políticos e religiosos ouvidos pela BBC News Brasil.

Edir Macedo quis demonstrar a sua contrariedade com Bolsonaro no episódio, mas nem por isso romperia definitivamente com o presidente de uma hora para outra. Tampouco se aliaria nesse momento à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Planalto, em 2022, como se especulou nos últimos dias.

O teólogo protestante Fábio Py, professor do programa de pós-graduação em Políticas Sociais da Universidade Estadual do Norte Fluminense, afirma existir conversas entre membros da Universal e do PT, mas envolvendo os escalões inferiores da igreja e do partido.

Avalia, porém que o descolamento do poder, por ora, está totalmente fora dos planos de Macedo. Até por envolver fatores importantes, como as receitas de publicidade da TV Record, a emissora do bispo. “Temos milhões de reais para o financiamento direto de campanhas de propaganda para a Record no governo Bolsonaro, via Secom (Secretaria de Comunicação) . Como ela recebe por isso, não vai abdicar dessas verbas. Não vai sair de uma forma tão explícita do governo agora”, aponta o teólogo.

Fonte: BBC Brasil

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