Intolerância religiosa: a nova praga do politicamente correto

Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on whatsapp

Num mundo que não estivesse tomado de assalto pelo politicamente correto, ser tolerante com outras religiões seria o equivalente a considerar que qualquer pessoa possui o direito de exercer sua prática religiosa sem sofrer perseguições e coações.

 

Este mundo, entretanto, só existe agora nas rememorações nostálgicas.

 

O mundo de agora, novo e ultraconectado, conta com informações em demasia, num contexto em que o marxismo cultural superabundou. As universidades e redações jornalísticas foram dominadas.

 

O resultado disso, por óbvio, é o dimensionamento do fluxo de informação com viés progressista.

 

Ou seja, vitimismo, inversão de valores e a praga do politicamente correto.

 

Não por acaso, o grande vilão a ser enfrentado é o cristianismo. Sua perenidade os incomoda, pois querem valores supérfluos e relativos. Sua contundência inabalável suscita furores que até lhes incandescem os olhos.

 

A salubridade ética do verdadeiro cristianismo os põe em polvorosa, na medida em que, treinados a destruírem tradições e padrões, não conseguem transpassar o Supremo escudo que, a despeito de qualquer oposição, prevalece.

 

Este enfrentamento gera distorções morais e analíticas que saltam aos olhos. Um exemplo claro é a questão da citada intolerância religiosa, que, como já disse em artigo anterior, é sempre uma maneira empolada de criticar o cristianismo.

 

O contorcionismo retórico é desavergonhado: Se um muçulmano explodir dezenas de cristãos num atentado contra os “infiéis”, gritando Allahu Akbar, a mídia usará o fato para atacar a intolerância religiosa dos cristãos(!!!), por usarem este “fato isolado” para espalhar a mentira de que o islamismo é violento!

 

São dias tão tumultuados que já não basta mais aceitar a existência livre e desimpedida de uma religião diferente. Os totalitários só o considerarão tolerante se você professar que qualquer outra religião é tão correta quanto à sua!

 

Parece insano, e é. Coisa de gente que foi pouco (ou muito) psicanalisada e se ausentou da esfera racional, ademais, é assim que as coisas estão funcionando nos círculos intelectuais. Há uma completa ausência de sentido lógico nas exigências da nova polícia do pensamento.

 

O contrassenso é cabal. Por que eu seguiria determinada religião, se outra, ou todas elas, fossem igualmente corretas?

 

Mas não precisa fazer sentido. O politicamente correto raramente faz.

 

Tolerância, para esta gente, virou sinônimo de concordância. Não basta dizer que você não persegue ou objeta a existência de religiões de matriz africana: eles querem que você diga que elas são tão certas quanto a sua.

 

Experimente falar o oposto:

 

Intolerante! Fascista! Nazista!

 

E farão montagens com sua fotografia, lhe adornando com o bigodinho de Hitler.

 

Portanto, se quiser fazer sucesso com o pessoalzinho cool, se dobre a esta agenda. Se disser que somente o cristianismo está correto, se tornará um proscrito.

 

Se disser que Jesus é o único caminho, você está fora.

 

Será um fundamentalista. Um intolerante religioso.
GOSPEL PRIME

OUTRAS NOTÍCIAS