Versículo do dia
E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.

Intolerância religiosa e cotas são debatidas em evento afro

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INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E COTAS SÃO DEBATIDAS .... 25-11Deus, independente de como chegar a Ele, é para onde convergem todas as religiões. Inclusive as politeístas – aquelas que admitem a existência de vários deuses. A intolerância religiosa e a lei municipal que garante cotas para negros e índios em concurso realizado pela Prefeitura de Feira de Santana foram debatidas no último dia do XIII Seminário Regional Afro-descendente Portal do Sertão, no Centro Ederval Falcão, na Fundação Senhor dos Passos, nas Baraúnas.

 

Feira de Santana foi o primeiro município do país a criar a lei que garante metade de vagas nos concursos municipais para negros, índios e egressos de escolas públicas ou bolsistas. “Os resultados da lei puderam ser vistos nas listas de convocados divulgadas”, afirmou o vereador licenciado e autor da lei, Justiniano França, titular da Secretaria de Serviços Públicos. “Facilitou (a lei, de 2011) o acesso destes segmentos sociais ao serviço público”.

 

A lei garante 20% das vagas para que se declarar negro ou índio e mais 30% para quem estudou em escola pública ou foi bolsista em instituições particulares. “A maior parte de estudantes em escolas municipais e estaduais é formada por negros, índios ou brancos pobres. Por isso a lei é abrangente”, comenta o secretário. “Para se analisar os resultados da lei, que considero excelente, basta ver a quantidade de cotista chamada nas listas divulgadas pela Prefeitura”.

 

Teólogo e protestante, Raimundo Borges Júnior, disse que todas as religiões monta suas estratégias para chegar ao divino. “Todas as religiões levam a Deus. E todas as pessoas tem suas maneiras de chegar a Deus”. Para ele, deve-se manter a pluralidade da fé e o respeito. “Há divergências e convergências. Temos que respeitá-las”. O espírita Marcos Mascarenhas também participou do debate. “O que se prega é a tolerância religiosa, porque sabemos que o Deus é o mesmo e o paraíso é o destino buscado por todas as religiões”, afirmou a presidente do Odungê, Lourdes Santana.

 

Temas de cunho social e étnico-racial estiveram em debate durante a terça e quarta-feira, dentro da programação do Novembro Negro. O XIII Seminário Regional Portal do Sertão, foi iniciativa do Odungê, com o apoio da Prefeitura Municipal, com participações de líderes religiosos, estudiosos e representantes da sociedade civil.

 

Secom

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