Janeiro Branco: Bucomaxilo afirma que aumentou casos de bruxismo durante Pandemia

Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on whatsapp
Foto - Divulgação

A pandemia da Covid-19 resultou em um crescente número de pessoas que passaram a apresentar problemas de saúde originados do estresse e ansiedade. Nos consultórios odontológicos, a procura por atendimento para casos de bruxismo tem sido elevada desde o início da pandemia, em março de 2020. O alerta é do bucomaxilofacial Thiago Leite que afirma um aumento considerável de doenças relacionadas ao estresse nos consultórios odontológicos.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 84 milhões de brasileiros sofrem de bruxismo, o que equivale a 40% da população. Em Feira de Santana, na Bahia, Thiago Leite afirma ainda que pacientes com dores orofaciais, dores de cabeça e na face, tem sido o mais comum em seu consultório e os fatores emocionais, também relacionados à pandemia, são o motivo número um de cerca de 50% no aumento dessas doenças.

De acordo com Thiago Leite, os pacientes quando estão estressados, passando por algum momento de privação de sono, irritabilidade, transtorno de ansiedade generalizada costumam desenvolver o que os profissionais chamam de bruxismo, problema que consiste no ranger ou pressionar os dentes, principalmente durante o sono e que, se não for tratado, pode causar desgaste e dor nos dentes, bem como outros tipos de dores citados pelo bucomaxilo. “O coronavírus, juntamente com o período de isolamento e avanço da doença trouxeram muita tensão na vida das pessoas. O medo, angústia e ansiedade combinados com a tensão emocional fazem com que o bruxismo fique ainda mais evidente, o que se percebe com o aumento desse perfil de paciente nos nossos consultórios odontológicos, especialmente em mulheres, explica Thiago Leite.

Thiago salienta ainda que o bruxismo sobrecarrega toda musculatura do crânio e da face, músculos que são frágeis e que, portanto, não podem receber uma força mastigatória tão grande. Como consequência, o paciente pode apresentar dor de cabeça, bem como dores na coluna cervical, no pescoço, no ouvido, e ainda tontura. Nos casos mais graves, o bruxismo pode levar o paciente a desenvolver problemas ósseos, na gengiva e na articulação da mandíbula (ATM). “Esses foram os casos que mais aumentaram em nossos pacientes nos últimos meses”, frisou Thiago Leite.

O tratamento desta disfunção, como explica o cirurgião bucomaxilo, precisa ser multidisciplinar, envolvendo a psicoterapia, fazendo-se, necessário, muitas vezes, o acompanhamento por parte de um psiquiatra, pois, algumas vezes, o uso de algum antidepressivo é indispensável, até mesmo para trabalhar a própria ansiedade tão comum em casos de bruxismo. A placa miorrelaxante é outro recurso que pode ser utilizado para evitar que o paciente morda os dentes durante o sono, diminuindo desta forma os pontos de tensão muscular, os quais, inclusive, também podem ser reduzidos com o trabalho de fisioterapia da ATM. “A toxina botulínica aplicada na musculatura craniofacial e em um dos músculos da face (temporal) localizado ao lado da testa também pode ser um dos tratamentos que resulta no relaxamento e perda de força desses músculos, fazendo com que o indivíduo não consiga contrair a musculatura como antes”, informou.

Este foi o tratamento pelo qual passou a servidora pública, Marta Silva Pinto Souza, 52 anos idade, que nos últimos 10 anos teve suas dores intensificadas na região da face, justamente por cerrar os dentes tanto de dia quanto durante o sono. “As dores eram intensas, insuportáveis a ponto de me levar pra emergência. Eu não tinha qualidade de vida já que é dor que você sente todo dia e o dia todo”. De acordo com Marta, foram anos de dor sem que nenhum profissional de saúde descobrisse a causa. “Quando eu fui ao bucomaxilo, no caso Dr. Thiago, e relatei a minha história, ele foi exatamente no lugar da dor e trouxe o que ninguém havia atentado: por conta do bruxismo eu apresentava disfunção na ATM e começamos o tratamento”, contou, acrescentando que “deixar de sentir dor trouxe qualidade de vida e isso refletiu no sono, no trabalho, no convívio com a família e amigos. Dor nunca mais”. O tratamento de Marta consistiu inicialmente no uso da placa miorrelaxante e, tempo depois, aplicação do botox nas regiões indicadas pelo bucomaxilo, encerrando assim um ciclo de dor de décadas, já que sofria com o bruxismo desde os 12 anos de idade.

Viver Mais

 

OUTRAS NOTÍCIAS