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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 13/12/2019

Líderes denunciam a omissão da ONU na perseguição de muçulmanos contra cristãos

Oito em cada dez vítimas de perseguição religiosa no mundo são cristãs. Apesar disso, pouco se fala da situação enfrentada pelos seguidores de Cristo em países onde a intolerância é mais praticada, e isso inclui o silêncio da Organização das Nações Unidas (ONU), segundo o testemunho de vários sobreviventes do radicalismo religioso.

 

A informação foi exposta em um evento na própria ONU, onde vítimas que viram de perto as consequências da perseguição religiosa puderam testemunhar um pouco do terror vivenciado. Uma delas foi o padre Neville Fernando, que esteve em abril passado no Sri Lanka, quando terroristas islâmicos mataram 259 cristãos em plena Páscoa.

 

“Entrei pelo portão principal da igreja e de repente ouvi a explosão”, disse ele. “Corri em direção à igreja e vi cadáveres espalhados pelo chão. Havia muitas partes do corpo mãos, cabeças, pernas e mãos, umedecendo o chão da igreja com sangue.

 

O atentado do Sri Lanka foi um dos piores da história, mas apesar da gravidade a repercussão contra os responsáveis pelo massacre não teve a intensidade que deveria. “Houve lamentações e gritos das pessoas que procuravam entes queridos. Que horror!”, destacou o padre.

 

Roger Landry também esteve no evento chamado “Missão da Santa Sé nas Nações Unidas”, ocorrido em 20 de novembro passado. Ele criticou a ONU e a grande mídia por agir rapidamente nos casos de ataques contra muçulmanos, propagando a chamada “islamofobia”, mas não tem a mesma atitude quando se trata de ataques aos cristãos e judeus.

 

“Chamamos esse evento para ouvir dos sobreviventes de perseguição religiosa em todo o mundo, para que a ONU possa ser informada e, desse púlpito importante, comece a ecoar em todo o mundo”, disse Landry, segundo informações da emissora Fox News.

 

Para Edward Clancy, diretor da organização de vigilância e auxílio aos cristãos Aid to the Church in Need, mesmo com números tão alarmantes sobre a perseguição aos cristãos, poucos países têm consciência sobre a importância de abordar o assunto e promover campanhas de proteção aos seguidores de Cristo.

 

Esse é um drama que tem sido mais observado no Oriente e na Ásia, mas subestimado no mundo ocidental, segundo Clancy. “Muito pouco foi feito pelos governos ocidentais para proteger e ajudar cristãos e outras minorias enquanto o genocídio estava em andamento no Iraque e na Síria”, disse ele.

 

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