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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 21/09/2018

Marina reitera plano de plebiscito sobre aborto, mas diz que vetaria mudança feita pelo Congresso

A posição de Marina Silva (Rede) sobre o aborto continua titubeante e com muitas variáveis. A ex-senadora, que se diz pessoalmente contra, afirmou na última quarta-feira, 19 de setembro, que se o Congresso Nacional aprovasse a legalização do aborto, ela vetaria. Mas reiterou sua intenção de realizar um plebiscito sobre o tema.

 

A declaração de Marina sobre o veto à legalização do aborto em caso de mudança na lei vigente foi dada em entrevista ao fórum “Amarelas ao Vivo”, organizado pela revista Veja. Atualmente, a legislação prevê o aborto apenas em caso de risco à saúde da mãe, estupro e anencefalia.

 

“Se o Congresso decidir, eu vetaria. Se for um plebiscito, acho que é uma decisão soberana da sociedade”, afirmou Marina. “Se for para ampliar [a previsão do aborto em lei], que 513 deputados não substituam 200 milhões de brasileiros, nem 81 senadores, o presidente não convoca plebiscito nem muda leis do Congresso, agora, se por decisão soberana no plebiscito a sociedade decidir que é isso, estamos em uma democracia e um Estado laico”.

 

As condições variáveis que fazem Marina Silva se posicionar de forma trôpega sobre o assunto levaram a uma forte rejeição à sua candidatura no segmento evangélico, do qual ela faz parte, já que é membro da Assembleia de Deus. As últimas pesquisas mostram a ex-senadora em queda vertiginosa nas intenções de voto.

 

“Eu sou contra o aborto, não acho que é a melhor forma de você encarar o problema de não querer uma gravidez indesejada. Defendo planejamento familiar, que se orientem as pessoas para que elas não tenham uma gravidez indesejada”, ponderou.

 
2º Turno

 
Sobre um provável segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL), atual líder das pesquisas, e Fernando Haddad (PT), Marina afirmou que esse cenário se tornaria uma espécie de plebiscito.

 

“Uma eleição em dois turnos é para que a gente não se curve ao pensamento autoritário de querer decidir no primeiro turno. Uma eleição de dois turnos é para que cada pessoa vote no candidato da sua convicção. No Brasil querem fazer da eleição uma eleição plebiscitária”, disse.

 

A própria revista Veja destacou que Marina Silva liderava as intenções de voto nas primeiras pesquisas realizadas à época das convenções partidárias, e agora, tem apenas 6% segundo o Ibope. “Agora a disputa é pra valer, agora todos os candidatos estão postos. Agora as coisas estão em base real, começamos a campanha em cima do voto líquido”, admitiu a candidata.

 

A estratégia de atacar Bolsonaro se repetiu, agora com a adição de críticas a Haddad, dizendo que a eleição para presidente não pode se resumir a supostos sentimentos de “violência e o saudosismo autoritário e a ideia com a conivência com a corrupção”.

 

Falando sobre o atentado contra Bolsonaro, Marina Silva voltou a criticar a proposta de revisão do Estatuto do Desarmamento, feita pelo líder das pesquisas: “Essa proposta [sobre o armamento] foi desmoralizada em um ato: uma pessoa com uma arma branca e ele [Bolsonaro], rodeado por policiais federais armados, policiais militares armados, não foi protegido. Não vai ser assim que vamos resolver o problema do Brasil, fazer um governo para os fortes”.

 

 

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