MP denuncia quatro pessoas investigadas por crimes contra idosos e pessoas com deficiência em centro de recuperação em Feira de Santana

Foto divulgação MP

O Ministério Público estadual denunciou ontem, dia 18, quatro pessoas investigadas pelos crimes de extorsão, associação criminosa, tortura, sequestro e cárcere privados de idosos e pessoas com deficiência no Centro de Recuperação Projeto de Instituição Evangelizar (Centro de Recuperação IDE), em Feira de Santana. Eles também foram denunciados pelos crimes de maus-tratos e redução à condição análoga à de escravidão.

Conforme a denúncia, os acusados João Tavares da Silva, que é responsável pelo Centro Terapêutico Projeto IDE, e Phillipe Brito da Silva, coordenador do espaço e filho de João Tavares, constrangeram duas vítimas, mediante grave ameaça, a contraírem empréstimos e a sacarem benefícios previdenciários para eles. Além disso, os denunciados João Tavares, Phillipe Brito e Thiago Brito da Silva, no dia 29 de maio deste ano, submeteram um interno, com emprego de violência, a intenso sofrimento físico, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo, resultando em lesões corporais de natureza grave. Em razão dos atos de violência, a vítima foi encaminhada ao Hospital Geral Clériston Andrade, onde se encontra internado na Unidade de Cuidados Intensivos.

João Tavares, e seus filhos Phillipe e Thiago Brito; e Bárbara Conceição Magalhães dos Santos, secretária e nora de João Tavares, foram presos em flagrante, no dia 4 deste mês durante uma operação conjunta realizada pelo MP, com apoio das polícias Civil e Militar, no Centro de Recuperação IDE. O local era clandestino e funcionava sem alvará sanitário. A operação cumpriu uma decisão Judicial que atendeu pedido do MP para interditar o local, onde foi constatada a prática de maus-tratos. A decisão judicial determinou o fechamento da instituição, após o encaminhamento dos pacientes para suas famílias ou para outros centros que atendam as suas necessidades.

Estão presos os denunciados João Tavares, Phillipe Brito e Thiago Brito. Consta ainda na denúncia que, no dia da operação do MP, os denunciados também foram presos em flagrante porque, agindo conjuntamente, privaram de sua liberdade, por meio de cárcere privado, durante mais de quinze dias, quatro pessoas, praticando crimes de maus-tratos e grave sofrimento físico e moral.

Nâo conseguimos localizar os advogados dos citados, porém o espaço fica aberto para o contraditório.

Fonte – Ascom Ministério Público

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