O que estão dizendo sobre você?

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Pare de ficar amedrontado pelo que dizem de você, olhe sua consciência, veja quem você realmente é, e vá até o Pai do céu, Ele te cura.

 

Existe uma diferença bastante significativa sobre quem é você e o que estão dizendo sobre você, reconhecer essa diferença é essencial para o cristianismo e define muito sobre a realidade da nossa existência.

 

Exemplo disso é Peter, um garoto americano que na sua época de colégio vivenciou uma história intrigante. Diziam que ele era um sonhador, tímido, compromissado, bondoso, mas misterioso. Peter não era muito de falar, não tinha muitas amizades, queria viver sua vida em paz, nem mesmo na volta da escola gostava de ser acompanhado por seus colegas, não suportava aquele papo sobre como o dia estava quente, a lição de casa ou os novos casais da escola, ele fugia das pessoas e principalmente das mulheres, sua timidez e ar de superioridade o freava, parece que no fundo ele tinha medo de uma frustração.

 

Mas um dia o nome de Peter ficou conhecido por toda escola, não por sua característica tímida ou alguma descrição sobre ele já citada, mas porque encontraram Peter aos beijos no banheiro com a bela professora de português. Que espanto! E quem diria que Peter entraria numa dessa, depois disso a descrição sobre ele mudou, as garotas queriam se aproximar dele, passaram a perceber sua beleza, muitos iam até ele para conversar, todos queriam saber do assunto, como ele conseguiu tal proeza, principalmente logo após a demissão da tal professora, todos aqueles adolescentes queriam detalhes e amizade do garoto Peter.

 

As pessoas passaram a descrever Peter como um garoto astuto, que sabia enganar as pessoas, que era tão ousado que conseguia conquistar as garotas mais bonitas da escola, alguém que não está interessado no futuro e sim no seu momento de prazer. Peter era considerado o mais ousado, que tinha mais pessoas próxima dele, o mais safado do colégio, era chamado de “o pegador das mães dos alunos” e todos sempre desconfiavam de suas palavras ou histórias, porque sempre pensavam que Peter poderia estar os enganando.

 

Bom, diante dessa história do jovem Peter poderíamos fazer a seguinte pergunta: Quem é Peter? Ele seria a primeira descrição que fizemos? Ou seria a segunda descrição citada por seus colegas? Peter era o tímido? Ou ousado? Bondoso ou safado? Ou será que Peter é a união das duas descrições? Quem é Peter?

 

Posteriormente começaram a dizer que Peter era uma boa pessoa, sempre foi um jovem tímido realmente e uma pessoa pura, mas aquela tal professora o seduziu, ela de alguma forma o obrigava a se aproximar dela. Outros continuavam a dizer fielmente que Peter era um garoto que não se podia confiar, que se fazia de quieto para que ninguém desconfiasse de seu caso amoroso, mas depois que o descobriram mostrou realmente quem ele era, passou a estar próximo das pessoas e continuar a enganar e seduzir muitas garotas da escola.

 

Será que com a informação que temos até aqui você poderia dizer quem é Peter?

 

Antes que você se precipite, é importante perceber que nessa história Peter não falou nada, ambas são descrições de terceiros sobre o jovem americano. Pra falar a verdade existem dúvidas até se esse jovem existiu realmente, mas os comentários sobre ele continuam nos corredores do colégio que “estudou”. Mas nós humanos somos realmente assim não é? Temos a capacidade de contar histórias, de citar fatos, ou de inventar acontecimentos, nossa dificuldade é realmente sermos sinceros e não julgadores de acontecimentos.

 

Diante da pergunta: Quem é Peter? Fica impossível expressar uma resposta, só Peter poderia dizer quem ele realmente é, só ele sabe o que realmente fez ou o que realmente aconteceu, quem narra sua história não entrou em sua cabeça. Volto a dizer o que afirmei no começo: existe uma grande diferença sobre quem é você e sobre o que estão dizendo sobre você.

 

Na vida as pessoas podem te julgar, te condenar, elas podem colocar palavras na sua boca, podem ter repúdio por terem conceitos sobre você, ou melhor, pré-conceitos, mas, no fim, o Evangelho é o oposto disso. Não é atoa que Jesus ensinava: Não julgueis. Não foi por coincidência que o Evangelho é um chamado para todos, tratando a todos como iguais e servos. Isso é prova de que Jesus se relaciona com seres humanos, com quem a pessoa realmente é, e por isso as cura na totalidade, proporcionando um novo nascimento.

 

A diferença do nosso reino para o reino dos céus é que no nosso reino julgamos pelos pré-conceitos, por conceitos estabelecidos, por fofocas, opiniões, narrações ou interesses. Já o reino dos céus não julga, isso mesmo, ainda não julga. O reino dos céus chama, convida, e trata as pessoas como elas realmente são. E quando o Rei dos Reis vier julgar, pode ter certeza que ele não julgará ninguém pelo que as pessoas dizem, mas julgará a cada um pelo que é. Isso é uma boa nova para nossa vida, isso é justo, isso é graça de Deus.

 

Por isso, para concluirmos, sua consciência é o mais importante nesse texto. Para perdoar pecados Jesus disse: confesse. Ou seja, diga para mim quem você realmente é, o que realmente fez, suas fraquezas, seus medos, fale para Mim. Confessar é aceitar quem realmente eu sou diante de Deus, e isso cura, isso abre espaço para o reino dos céus entrar em nós e o Espirito Santo nos restaurar.

 

Pare de ficar amedrontado pelo que dizem de você, olhe sua consciência, veja quem você realmente é, e vá até o Pai do céu, Ele te cura. Deus se relaciona com que realmente você é, não com o que dizem de você, o que dizem de você é uma peça de teatro, quem você é faz parte da história de Deus, e isso não é um conto, é uma história escrita por Deus.

 

GOSPEL PRIME

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