Pacientes com anemia falciforme fazem exame para detectar risco de AVC

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Pacientes com anemia falciforme, na faixa etária pediátrica, têm chances 300 vezes mais de sofrer um derrame do que uma criança que não tem a doença. O alerta é do neuropediatra Camilo Vieira. Em vista deste risco, o Centro Municipal de Referência à Pessoa com Doença Falciforme (órgão vinculado a Secretaria Municipal de Saúde) realizou nesta quarta-feira, 23, um mutirão para diagnóstico precoce do AVC (Acidente Vascular Cerebral) em pessoas assistidas pelo órgão na faixa etária de 2 a 16 anos.

 

Através do Doppler Transcraniano é possível avaliar o fluxo sanguíneo cerebral em crianças e adolescentes. De acordo com o neuropediatra Camilo Vieira, o exame analisa a velocidade com que o sangue passa nas artérias do cérebro – acima de 200 centímetros por segundo apresenta risco maior. O procedimento dura em média 15 minutos.

Há três anos a Secretaria Municipal de Saúde proporciona o exame de imagem no Centro de Referência, possibilitando detectar se os pacientes correm o risco eminente de desenvolver o AVC, uma das complicações mais graves da anemia falciforme. Segundo o neuropediatra, os pacientes que apresentam risco elevado para um derrame devem ser submetidos à transfusão sanguínea todo mês, para o resto da vida.

 

Esse procedimento é feito no HEC (Hospital Estadual da Criança). “O AVC quando não deixa sequelas graves, pode levar o paciente a óbito. Daí a importância da prevenção primária – quanto o paciente ainda não teve a doença”, afirma o neuropediatra.

 

450 pacientes acompanhados

 

Conforme a coordenadora do Centro de Referência, Luciana Brito, atualmente, 450 pacientes falcêmicos, entre adultos e crianças, estão sendo acompanhados por uma equipe multidisciplinar, que é composta por hematologista, clinico, nutricionista, fisioterapeuta, assistente social, enfermeiro. O serviço é gratuito.

 

O falcêmico apresenta alteração genética na hemoglobina – proteína responsável em absorver e transportar o oxigênio no sangue e liberá-lo no tecido. Esta é uma doença hereditária e não tem cura. Geralmente, as pessoas sentem fortes dores nos ossos, músculos e articulações, cansaço, tem anemia, olhos amarelados (icterícia), insuficiência renal aguda, feridas (úlceras). Em crianças pode haver edemas nas mãos e pés.

 

O diagnóstico pode ser feito no bebê logo após o nascimento, através da triagem neonatal – “Teste do Pezinho” – e, quando adulto, pela eletroforese de hemoglobina, exame laboratorial específico para o diagnóstico da anemia falciforme. O Centro de Referência à Pessoa com Doença Falciforme funciona no Centro Social Urbano (CSU), no bairro Cidade Nova.
Secom

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