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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 29/08/2017

Pastor continua preso na Turquia com novas acusações, apesar de evidências contrárias

Um pastor da Carolina do Norte, que foi preso na Turquia por uma falsa acusação de terrorismo, por causa de sua fé cristã, enfrenta agora quatro novas acusações, incluindo espionagem, de acordo com relatórios.

 

As novas acusações contra o pastor Andrew Brunson, cidadão de Black Mountain, que durante mais de 20 anos tem servido o povo turco, incluem “reunir segredos de Estado para espionagem, tentar derrubar o parlamento e o governo turco e alterar a ordem constitucional”, informou o Wall Street Journal.

 

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, tem buscado cada vez mais consolidar o controle governamental desde o golpe fracassado do ano passado. O pastor foi preso depois de ser acusado falsamente de “pertencer a uma organização terrorista armada” em outubro passado e foi negado o acesso regular e apropriado a advogados e serviços consulares americanos.

 

Acusações absurdas

 

“Estas são acusações absurdas, Andrew não é um espião”, o jornal citou Ihsan Ozbek, um pastor turco que conhece Brunson há anos e que lidera a Fundação das Igrejas Protestantes em Izmir, com 46 igrejas em toda a Turquia. “É um caso político”.

 

O presidente Donald Trump teria falado com o presidente turco Erdogan sobre o caso do pastor Brunson quando este visitou a Casa Branca em maio. “Parece não haver evidências para fundamentar as acusações contra ele por pertencerem a uma organização terrorista armada”, escreveram 78 membros do Congresso dos EUA em uma carta ao presidente turco em fevereiro.

 

Respeito e liberdade

 

“Os Estados Unidos e a Turquia se beneficiaram de uma parceria próxima há décadas e esperamos estar em posição de continuar fortalecendo esses laços”, acrescentaram. “Agora é o momento para os nossos países reafirmarem o respeito pelas liberdades fundamentais e o Estado de Direito, enquanto reafirmamos nosso compromisso compartilhado de enfrentar os desafios de segurança através de parcerias e cooperação”.

 

De acordo com uma organização internacional cristã com base nos Estados Unidos, Brunson liderou uma igreja protestante em Izmir, Turquia. Ele e sua esposa, Norine, foram convocados em outubro para discutir sua candidatura e renovar seus vistos, mas foram presos pela polícia turca. Enquanto Norine foi libertada 13 dias depois, Brunson foi encarregado de ter ligações com organizações terroristas, algo que o Centro Americano de Direito e Justiça e o TPI disseram anteriormente ser uma acusação comum na Turquia contra indivíduos que o governo quer atacar.

 

GUIAME