Pastor de SP diz que ‘mendigos têm dever de passar fome’, cita ‘pura vagabundagem’ e vira alvo de críticas

Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on whatsapp

O pastor Marcos Granconato da Igreja Batista Redenção em São Paulo foi alvo de críticas após dizer que pessoas em situação de rua “têm o dever de passar fome”. Ele justificou a afirmação feita em sua página no Facebook com um versículo bíblico.

“A maioria dos mendigos têm o dever bíblico de passar fome, pois Paulo diz aos tessalonicenses: “se alguém não trabalha, que também não coma”, diz o pastor na publicação na internet.
Após a repercussão, o pastor limitou o acesso de quem pode ou não comentar na publicação. Uma pessoa questionou a afirmação: “Então a maioria dos mendigos são vagabundos na sua visão? O senhor diz isso com base em quê?”, afirmou Álvaro Rodrigues.

Marcos Granconato se defende dizendo que a afirmação dizendo que as pessoas estão mendigando por “pura vagabundagem”. “Com base no que eu vejo nas ruas. Gente forte, saudável e jovem mendigando por aí! Quando vejo um doente, me compadeço. Mas quando olho para a maioria, percebo que é pura vagabundagem’, respondeu o pastor.

O pastor, que também dá aulas on-line de teologia, diz ainda em tom de ironia que as pessoas em situação de rua não querem trabalhar: “Eu já ofereci trabalho para um monte de mendigos. Perguntem se eles aceitaram”.

Pastor posta fotos com armas
O pastor Marcos Granconato também exibe fotos portando armas de fogo. Ele diz ser um defensor da prática de tiro esportivo e de que pessoas tenham armas em casa.

Em uma das publicações, ele é interpelado por um seguidor: “Pastor, tem que carregar a bíblia e não arma”. Granconato responde: “Eu atiro com as duas”.

O que diz o pastor
O g1 entrou em contato com Marcos Granconato. Em nota, ele afirmou que “defende, estimula e promove o socorro aos pobres e necessitados”.

Segundo o pastor, “a Bíblia tem um conceito de pobre que abrange, a rigor, quatro grupos de pessoas”. Para Granconato, “todas essas pessoas precisam de ajuda e não podemos poupar esforços para prover-lhes o alimento e outras formas de socorro”.

Por fim, o pastor diz que reconhece “o dever santo e cristão de ajudar os pobres (e muitos moradores de rua se encaixam no conceito bíblica de “pobre”)”. No entanto, ele diz que também tem “o dever santo, cristão e bíblico de não incentivar o ócio”.

G1

OUTRAS NOTÍCIAS