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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 28/08/2018

Pastor e deputado dizem no STF que Bolsonaro defende mulheres e estava protegido por imunidade ao ofender Maria do Rosário

Os deputados Pastor Eurico (Patri-PE) e Onix Lorenzoni (DEM-RS) prestaram depoimento nesta terça-feira (28) no Supremo Tribunal Federal (STF) como testemunhas de defesa do deputado Jair Bolsonaro (RJ), candidato a presidente da República pelo PSL.

 

Aliados do presidenciável na Câmara dos Deputados, ambos relativizaram as declarações do colega, que, em dezembro de 2014, subiu à tribuna da Câmara e afirmou que não estuprava a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela “não merece”. Ele também chamou a deputada de “mentirosa, deslavada e covarde”.

 

Ao final da audiência, Pastor Eurico disse que Bolsonaro agiu “no calor do momento” e que o deputado é um “íntegro defensor” das mulheres.

 

“Segundo ele, a índole de Bolsonaro “é ilibada”. “É uma pessoa que todo mundo conhece, humano, e defensor íntegro, veemente, da proteção das mulheres”, afirmou.

 

Um dos coordenadores da campanha de Bolsonaro, Ônix Lorenzoni destacou em seu depoimento o temperamento de Maria do Rosário, que ele considera “bastante agressivo”.

 

“O que eu pude reportar aqui é a forma como a deputada se conduz e como ela enfrenta os momentos de maior litígio e dificuldade. Ela tem uma forma bastante agressiva quando a contrariedade vem”, afirmou.

 

Para Lorenzoni, Bolsonaro estava protegido pela imunidade parlamentar ao fazer as declarações.

 

“Temos para a sustentação da democracia, o instituto da imunidade parlamentar, quando o parlamentar, no calor do momento, diz A ou B, ele não está ofendendo seu adversário, eles estão em uma disputa política”, disse o deputado.

 

O caso

 
Em 9 de dezembro de 2014, Bolsonaro subiu à tribuna da Câmara e fez um discurso com as referências a Maria do Rosário.

 

Uma semana depois, a Procuradoria Geral da República (PGR) denunciou Bolsonaro ao STF por incitação ao estupro. Maria do Rosário também apresentou queixa-crime contra o deputado.

 

Em junho de 2016, o Supremo analisou a denúncia e tornou Bolsonaro réu.

 

Agora, o presidenciável será interrogado. Ainda não há data marcada.

 

O relator é o ministro Luiz Fux. Ele ainda terá de liberar o caso para revisão da ministra Rosa Weber. Só então o processo irá a julgamento.

 

 

G1