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Enganosa é a graça, e vaidade, a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada.

Pastor que acolheu suspeito de matar menino afogado em lama presta novo depoimento à polícia

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O pastor Fabiano Silva , que cuidava de um dos suspeitos de envolvimento na morte do menino Danilo Sousa, de 7 anos, prestou um novo depoimento à Polícia Civil nesta quarta-feira (5). O objetivo era tirar dúvidas sobre a investigação e declarações dadas por Hian Alves de Oliveira, preso apontado como um dos responsáveis pelo crime. O padrasto da criança também está detido, mas nega envolvimento.

O delegado titular da Delegacia de Investigações de Homicídio (DIH), Rilmo Braga, disse que esse novo depoimento era importante para dar novas pistas antes que seja feita a reconstituição do crime, marcada para a tarde de quinta-feira (6).

Hian confessou o crime. Ele disse que Danilo foi agredido com um pedaço de madeira e depois morto asfixiado em uma área com lama próximo da casa onde morava, no Parque Santa Rita, em Goiânia.

Até a publicação desta reportagem, o G1 não havia conseguido identificar quem faz a defesa dos investigados para pedir um posicionamento sobre o caso.

Segundo a Polícia Civil, Hian estava passando por necessidades quando foi acolhido pelo pastor, há cerca de dois meses. Ele trabalhava na obra da casa e da igreja dele em troca de poder morar com o religioso. Ao saber do envolvimento de Hian no crime, o pastor ficou consternado.

Hian levou os policiais até a obra onde o pedaço de madeira que teria sido usado no crime estava escondido. Dois pedaços de maneira foram encontrados e estão sendo periciados. Segundo o suspeito, eles foram afiados usando um machado que teria sido guardado na casa do pastor, onde morava.

“Se o crime foi cometido através de um instrumento e esse instrumento foi apontado espontaneamente pelo preso, estando ele oculto nessa residência do indivíduo que foi inquirido, torna-se extremamente relevante apurar se ele tinha conhecimento dessa informação, porque é possível que ele possa até ser indiciado pelo crime de favorecimento real”, disse.

A Polícia Civil divulgou que das cinco linhas iniciais de investigação, duas já foram descartadas. “Até a conclusão do inquérito policial, não há como formar nenhum juízo de certeza quanto à participação ou não dos envolvidos. Isso só será possível de afirmar após a reprodução simulada dos fatos, diligência imprescindível à investigação, bem como análise das demais provas”, diz a nota divulgada.

Rilmo explicou que as investigações estão na “fase decisiva” e que a reprodução simulada será a parte mais importante que será realizada pela Polícia Civil.

G 1

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