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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 28/08/2019

Polícia vai reconstituir assassinato do pastor Anderson para confrontar versões

Uma reconstituição do assassinato do pastor Anderson do Carmo será feita pela Polícia Civil do Rio de Janeiro como forma de esclarecer pontos da investigação que ainda não foram completamente elucidados.

 

A proposta é confrontar as versões dos envolvidos no crime com os depoimentos das demais pessoas que moram na casa e prestaram depoimento. Um dos filhos de Flordelis, Daniel dos Santos de Souza, filho biológico de Anderson com a pastora, disse à Polícia ter visto vultos de três pessoas na garagem da casa no dia que o pai foi morto.

 

Ao mesmo tempo, a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) pediu à Interpol que a arma utilizada para matar o pastor seja rastreada. Segundo informações do portal Gazeta Web, a pistola calibre 9 milímetros usada no crime foi fabricada pela empresa argentina Bersa.

 

O motorista de aplicativo Daniel Solter afirmou em depoimento à Polícia Civil que no dia 25 de junho fez uma viagem com os dois filhos de Flordelis que estão presos pelo assassinato do pastor. Flávio dos Santos, 38 anos, filho biológico da pastora, e Lucas Cézar dos Santos de Souza, 18 anos, adotivo, usaram o aplicativo de viagens para ir até a favela Nova Holanda, na Maré, zona norte do Rio de Janeiro.

 

Essa viagem teria sido feita para pagar e pegar a arma que foi usada na morte de Anderson no dia 26 de junho. O motorista disse que reconheceu a arma como a mesma que viu Flávio e Lucas comprando. O pagamento teria sido feito em espécie, já que Daniel afirmou ter visto puxar um pacote de dinheiro do bolso e entregar ao fornecedor, e teria comentando que estava comprando a arma porque não poderia usar a dele.

 

Ainda segundo o depoimento do motorista, o valor pago pela arma seria R$ 8,5 mil, além de outros R$ 550 pelas munições.

 

Motivação

 

Flávio, que admitiu ter feito disparos contra o pastor e foi indicado pelo crime, disse em depoimento que aproximadamente um mês antes da execução ele teria ouvido sua irmã, Simone, dizer que Anderson havia passado a mão em seu corpo enquanto ela dormia.

 

Ele declarou ainda que, em outra ocasião, o pastor também havia tocado em uma das filhas, e que apesar de ter passado a nutrir ódio pelo padrasto, não tinha intentado matá-lo.

 

No depoimento, ele disse que desceu armado para a garagem da casa e quando viu Anderson sozinho, efetuou os disparos. Ele contou que só lembra de ter feito seis disparos, mas a perícia encontrou 32 perfurações, o que indica entrada e saída de pelo menos 16 tiros.

 

Em seguida, voltou para o quarto e escondeu a arma na parte de cima do guarda-roupas. Como ouviu gritos pela casa, ele correu para o segundo andar e encontrou a mãe aos prantos, muito nervosa. Em suas declarações, Flávio disse que matou o pastor Anderson por livre e espontânea vontade, sem ajuda ou pedido de ninguém.

 

O advogado Flavio Crelier, que representa o filho da deputada, disse que não vai se manifestar sobre os trechos do depoimento de seu cliente que vazaram para a imprensa. A mesma postura foi adotada pela assessoria de Flordelis.

 

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