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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 26/08/2017

Professores devem evitar que crenças pessoais interferiram em sala de aula

“Devemos nos preocupar em não trazer os reflexos das nossas crenças para a formação dos alunos”. A orientacao é da professora Rosenaide Gonçalves Santos Souza, da Rede Municipal de Educação. Ela sugeriu o debate em torno de gênero e sexualidade, no 3º Encontro Formativo com Professores das Salas de Recursos Multifuncionais, realizado nesta quinta-feira, 24. O evento foi realizado na sede da Secreraria de Educação.

 

Os professores das Salas de Recursos Multifuncionais atuam no atendimento aos alunos com deficiências. “Re-conhecer as diferenças: quando novas redes de afetos importam”, foi a temática do encontro. O objetivo principal é ampliar a discussão, entre os profissionais que lidam diariamente com crianças, sobre as diferentes formas de expressão comportamental voltadas ao gênero e à sexualidade.

 

De acordo com Rosenaide, a necessidade do debate surgiu a partir de uma inquietação pessoal dela própria, ao compartilhar ideais e conceitos com outros professores. “Percebi que não entendia muito bem sobre o tema e isso me incomodava. Conversando com outros colegas, eles demonstraram ter as mesmas dúvidas e vontade de aprender. Então achamos pertinente falar sobre isso”. Na visão da professora, os profissionais da Educação têm a tendência de levar os conceitos pessoais para a sala de aula e enfrentam o medo de errar no que se refere a questão tão delicada.

 

“Tenho medo de parecer discriminatória por conta do que ainda não conheço. Por isso, acho importante que busquemos nos adaptar, atualizar e conhecer diferentes realidades, para que nossos alunos se sintam sempre incluídos. Afinal, quem trabalha em Sala de Recursos trata diretamente da inclusão social”, diz Rosenaide.

 

O debate foi orientado pelo professor Wendell Ferreira, da Universidade Estadual de Feira de Santana. “Alunos de Sala de Recurso já possuem suas especificidades. É necessário que não esqueçam que muitas outras podem existir”, opina. Os professores, segundo ele, tem se mostrado dispostos a aprender. “Manter a mente aberta para as diferenças é papel de quem está na escola para educar”, defende.

 
Secom