Programa municipal atendeu 174 pessoas atacadas por animais

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MORDIDA DE ANIMAIS Foto Arivaldo Publio (4)No primeiro mês deste ano, 174 pessoas procuraram o serviço antirrábico do Centro de Saúde Especializado Dr. Leone Coelho Leda. Elas foram atacadas por animais domésticos, desconhecidos ou supostamente doentes. E 240 pacientes tomaram a vacina – alguns destes já passaram pela unidade e seguem com o tratamento. A raiva é uma das doenças mais temidas, pois é 100% letal.
Além dos ataques por cães e gatos, o que chama a atenção são as ocorrências ligadas a morcegos, animais silvestres, a exemplo de micos, bem como aqueles denominados de produção – vacas e porcos – e de passeio, no caso dos equinos.

 

A transmissão da doença ocorre quando o vírus contido na saliva e na secreção do animal infectado penetra no tecido humano, principalmente através de mordidas, lambidas na pele ferida ou na boca. As principais áreas de risco são as mãos, a face e a planta dos pés, uma vez que são locais de terminação nervosa.

 

No serviço especializado, as pessoas são submetidas à avaliação do médico Robério Lessa, referência no Estado da Bahia no tratamento contra a raiva. É ele que faz o encaminhamento do paciente para tomar a vacina, quando há a necessidade – em alguns casos também prescreve o soro antirrábico, que é aplicado no Hospital Geral Clériston Andrade.

 

“Após a avaliação do ferimento e das observações do animal – no caso de cães e gatos – se ele é doméstico, se tem costume de andar na rua, decidimos se é preciso ou não a aplicação da vacina no paciente”, explica. Neste caso, a duração máxima do tratamento é de 28 dias. Período no qual a pessoa recebe as cinco doses da vacina contra a doença.

 

Robério Lessa chama a atenção, ainda, que as primeiras condutas devem ser feitas pelo paciente ou pessoa próxima higienizando o local da ferida. “O vírus da raiva é frágil. Por isso, é importante lavar o local do ferimento de imediato com bastante água e sabão”, recomenda.

 

O período de incubação do vírus, desde a mordida ao aparecimento dos primeiros sintomas, leva em média 42 dias. Mas pode variar de três dias até 1 ano. O médico informa ainda que, além da raiva, o tétano também pode ser transmitido pela mordida do animal que esteja com a boca contaminada.

 

O programa antirrábico humano funciona ininterruptamente, das 8h às 17h. Nos finais de semana e feriados o atendimento é das 8h às 12h. No segundo semestre do ano passado, 1.233 pessoas procuraram pelo serviço, sendo 731 delas receberam tratamento contra a raiva – 288 com vacina e 54 foram tratadas com vacina e soro.

 

CIRCULAÇÃO VIRAL

 

Os animais encontrados mortos após o ataque devem ser levados para o Centro Municipal de Controle de Zoonoses, localizado na avenida Eduardo Froes da Motta, bairro Jussara, para coleta do tecido nervoso. Este material é enviado para o Laboratório Central (lacen), em Salvador, onde será feita a avaliação sobre a possibilidade de raiva ou não.

 

Desde 2004 não há registro de casos da doença no município. “Todo mês encaminhamos para o Lacen, o acompanhamento da circulação viral”, pontua a coordenadora do CCZ, Mirza Cordeiro.

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