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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 13/08/2019

Projeto de lei quer transformar novelas bíblicas em patrimônio cultural

Um projeto de lei carioca, publicado na sexta (9/8) no site da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), quer tornar as novelas bíblicas “Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Rio de Janeiro”.

 

O projeto nº 1017/2019 traz a assinatura dos deputados estaduais Carlos Macedo (PRB), bispo da Universal, Daniel Librelon (PRB), pastor da Universal, Tia Ju (PRB), também ligada à igreja, e Rosenverg Reis (MDB).

 

O projeto fala em “telenovelas bíblicas produzidas pelas emissoras de televisão brasileiras”. O detalhe é que apenas a Record TV, emissora de Edir Macedo, dono da Igreja Universal, produz novelas do gênero.

 

“Nossa intenção é reconhecer como patrimônio imaterial do Rio de Janeiro aquilo que já é um patrimônio da humanidade: os exemplos das histórias bíblicas”, diz a deputada Tia Ju ao blog Pipoca Moderna. “Ainda mais naquilo que o Brasil tem de melhor até como produto de exportação que é a teledramaturgia”, acrescenta.

 

Entre as justificativas par ao projeto está a alegação de que “as telenovelas se tornaram um importante instrumento cultural, que agradam e envolvem os telespectadores, permitindo que possam ver nela retratadas muitos momentos que antes se limitavam ao imaginário popular.”

 

Alegam também que as novelas bíblicas “manifestam saberes e formas de expressão cênicas, plásticas, musicais e lúdicas de uma imensa parcela da nossa população, recriando a interação com a sua história de vida”.

 

“É um escárnio”, protestou o deputado Carlos Minc (PSB), em declaração registrada pelo blog de Mauricio Stycer. “Ao invés de propor políticas para educação, saúde, segurança, pegam temas de besteirol ideológico. Do ponto de vista de política pública, é zero. Não tem nenhum significado prático. Perde-se tempo e dinheiro com uma coisa dessas, sendo aprovado ou não”, critica.

 

O projeto de lei deve tramitar por duas comissões, a de Constituição e justiça e a de cultura.

 

Fonte: Pipoca Moderna e Alerj