Versículo do dia
Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da que está grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas.

Rabino Mário Moreno fala sobre o impacto do mês de Elul, o último do calendário judaico, em setembro

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3340814185-Elul é o 12° mês do ano civil judaico e o 6° mês do ano eclesiástico no calendário hebraico. De acordo com o calendário gregoriano, utilizado oficialmente pelo Brasil e a maioria dos países, Elul geralmente cai em Setembro. Em 2015, 13 de setembro será o último dia do ano judaico.

 

Em entrevista exclusiva ao Guiame, o Rabino Mário Moreno explica que, segundo a tradição judaica, este é um mês onde se pode ter uma comunhão maior com Deus como forma de preparação para o ano novo judaico, chamado de “Rosh Hashaná” e o dia do perdão, conhecido por “Yom Kipur”.

 

“Esse é o mês em que o Rei está no campo, isso significa que nós temos um acesso muito maior ao Eterno (Deus) por conta dessa disponibilidade. Dessa forma, esse também é um tempo especial para nos arrependermos. A tradição judaica chama isso de teshuvá, onde a nossa vida é colocada diante do Eterno para nos prepararmos para o mês que vem, Tishrei, o primeiro mês do próximo ano”, explica Moreno.

 

Em tempos antigos, o Rei deixava seu palácio e ia para o meio do povo uma vez a cada ano. Ele montava sua tenda real em um campo próximo a cidade, onde era anunciado: “O Rei está no campo!”. Qualquer pessoa que tivesse alguma causa para se resolver, estaria livre para ir ao Rei.

 

No hebraico, Elul é um acrônimo de “Ani Ledodi Vedodi Li” (Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu), presente em Cânticos 6:3, aponta o rabino. “Portanto, temos acesso para ter uma comunhão maior com o Rei, para preparar a vinda do Messias”, acrescenta.

 

Decretos de Deus

 

De acordo com a tradição judaica, Rosh Hashaná é o dia em que Deus julga decretos a todas as almas em relação ao próximo ano. Por isso, Mário explica que até 13 de setembro, enquanto durar o mês de Elul, os crentes devem se arrepender e clamar pela misericórdia de Deus.

 

“É um tempo de arrependimento, porque os decretos, segundo a tradição rabínica, são formulados agora para serem confirmados em Rosh Hashaná. Esses decretos têm tudo a ver com a vida de quem é obediente, mas também com a vida de quem é desobediente”, ressalta.

 

O Rabino alerta que os decretos de Deus podem definir diversos acontecimentos para o próximo ano. “São emitidos, inclusive, decretos de quem vai morrer nesse próximo ano, dos juízos que vão acontecer sobre a terra. Então seria muito importante para o povo evangélico entender que esse é um período de preparação. Temos alguns dias para nos preparar antes que os decretos sejam promulgados.”

 

Ele afirma, também, que o arrependimento pode resultar em uma reversão de decretos por Deus. “Por isso a gente precisa de arrependimento, buscar a face do Eterno, para que Ele possa inclusive reverter alguns decretos negativos e transformá-los em positivos, como foi o caso do Rei Ezequias. O profeta Isaías foi enviado a ele para dizer que ele deveria morrer, mas quando ele fez techutvah e se arrependeu, o Eterno reverteu um decreto de morte para um decreto de vida”, exemplifica.

 

Volta do Messias

 

Moreno relata que os rabinos, em Israel, têm dito que o Messias virá nesse próximo ano – o que significa que será a partir de setembro. “É uma coisa muito impactante. A gente sabe que, como haverá a saída de um ano Shemitah para a entrada de um próximo ano, muita coisa pode acontecer”, disse ele.

 

“Os rabinos estão prevendo, inclusive, grandes guerras e desastres em Israel. E nós, como conhecedores da Palavra que temos uma proximidade com Yeshua (Jesus), temos que pedir ao Eterno misericórdia”, aponta.

 

Confira a entrevista completa:

Fonte: Guiame, Luana Novaes

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