Restrição de casamento coletivo de pessoas do mesmo sexo em templos religiosos sofre derrota na Câmara Municipal; Edvaldo Lima aponta os culpados

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Anualmente, a Prefeitura de Feira de Santana, através da Secretaria de Desenvolvimento Social, realiza o casamento coletivo, para oportunizar pessoas que não têm condições de arcar com os custos de uma cerimônia, a oficializarem a união.

O vereador Edvaldo Lima (MDB) apresentou um projeto de lei na Câmara Municipal na manhã desta quarta-feira (22), com o propósito de proibir a união de pessoas do mesmo sexo, nas cerimônias realizadas em templos religiosos no município.

O projeto começou sendo aprovado em primeira discussão no dia de ontem (21), mas reprovado em um clima tenso entre os edis, na sua segunda discussão, nesta quarta-feira.

Após votação de 6 a 5 e 4 abstenções, gerando um total de 15 votos, o clima ficou quente.

Em ano de eleição, alguns vereadores ficaram com receio da exposição e pressão posterior da comunidade católica e evangélica e do outro lado presente os simpatizantes do LGBT.

Decisão

O presidente da Casa da Cidadania, José Carneiro Rocha deu o voto de minerva, votando contra a proposta. “Na hora do casamento o padre e o pastor é autoridade e não é obrigado a fazer nada que não queira”, concluiu o presidente.

A matéria foi rejeitada com os votos contrários dos edis Roberto Tourinho (PSB), Pablo Roberto (DEM), Fabiano da Van (MDB), Gerusa Sampaio (DEM) e José Carneiro (MDB). Os vereadores Cadmiel Pereira (DEM), Isaías de Diogo (MDB), Eli Ribeiro (Republicano) e Edvaldo Lima (MDB) votaram favoráveis à proposição. Já os edis Luiz da Feira (PROS), Zé Filé (PSD), Lulinha (DEM) e Zé Curuca (DEM) se abstiveram da votação.

O autor do projeto agradeceu à bancada evangélica pelo apoio, mas criticou alguns colegas, se referindo a uma evangélica.

“Vossa excelência, vereador José Curuca, anda metido dentro da Assembleia de Deus de Humildes, dizendo que defende a família. Vossa excelência não tem moral, pois disse que ia votar, mas se absteve para o projeto cair ’’, detonou Edvaldo.“Não adianta agora quem votou contra ou se absteve, ir para dentro das igrejas dizer que vota a favor da família. Isso é mentira”, falou em tom revoltado.

Edvaldo informou que os colegas mudaram de posição, após o discurso dos vereadores Pablo Roberto e Roberto Tourinho. Ele criticou também a posição de Gilmar Amorim e José Filé. “Ficaram em cima do muro, medo de quê? defender a família?”, indagou no plenário. “Os senhores nasceram de duas mulheres ou de dois homens?”, ainda questionou o líder evangélico.

“Parabenizo a bancada evangélica que foi unânime, ou melhor 99%, pois a vereador Neinha saiu do plenário para não votar no projeto. Isso é uma vergonha”, finalizou.

Em contato com o vereadora Neinha Bastos, ela informou que optou em participar de uma cerimônia de entrega de leitos para pessoas cometidas pelo Covid 19, no Hospital da Mulher.

“Fui representar como membro da comissão de saúde, no carro da Câmara, e votei na primeira discussão. Os vereadores Marcos Lima e Luiz da Feira votaram, mas chegaram posteriormente ao plenário em carro próprio”, esclareceu Neinha à reportagem do PCG

Apesar da resposta, as críticas foram intensas, pois o projeto de magnitude cristã deveria contar com a participação dela como membro da bancada evangélica, avaliou um internauta.

“Estou agindo a favor do ‘reino de Deus’ e da família brasileira. Coloquei esse projeto proibindo, porquê o casamento coletivo é para casamentos originais da palavra de Deus, homem e mulher”, frisou Edvaldo Lima

“A união de pessoas do mesmo sexo fere o que está escrito na Bíblia e na Constituição federal, que rege a nossa sociedade”, explicou.

A matéria foi rejeitada com os votos contrários dos edis Roberto Tourinho (PSB), Pablo Roberto (DEM), Fabiano da Van (MDB), Gerusa Sampaio (DEM) e José Carneiro (MDB). Os vereadores Cadmiel Pereira (DEM), Isaías de Diogo (MDB), Eli Ribeiro (Republicano) e Edvaldo Lima (MDB) votaram favoráveis à proposição. Já os edis Luiz da Feira (PROS), Zé Filé (PSD), Lulinha (DEM) e Zé Curuca (DEM) se abstiveram da votação.

Portal Cidade Gospel

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