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Portal Cidade Gospel | Redação | Publicado em 08/03/2019

“Se consegui outras conseguirão”, diz única condutora do SAMU

Única entre os cem candidatos que foram submetidos ao psicoteste para o cargo de motorista da Prefeitura de Feira de Santana, única mulher motorista do quadro do município e ainda única pessoa do sexo feminino entre os condutores do SAMU. Patrícia de Araújo Oliveira dos Santos diz sentir-se realizada ao volante da ambulância do serviço de assistência, onde está há nove meses.

 

Analisa que a dupla feminina dá um toque de suavidade ao atendimento, mesmo que o serviço feito por dupla mista também seja elogiado pela população devido a eficiência. Diz que estar na função é uma maneira de incentivar as mulheres na busca de alternativas de empregos antes considerados exclusivos para homens. “Se eu consegui, outras também podem fazer o mesmo”.

 

Para ela se tornou natural prestar este tipo de atendimento. Mas para muitas pessoa ainda não é comum ver uma mulher conduzindo a van vermelha e branca. “Sempre numa situação quando perguntam quem é o condutor a pessoa sempre se assusta quando me apresento”. Mas logo depois relaxam pelo profissionalismo e a segurança que a condutora passa a quem participa da cena.

 

Afirma que ao desenvolver suas atividades oferece conforto e esperança para as pessoas em um momento difícil nas suas vidas. “A gente sempre é bem recebida e com respeito, seja pelas pessoas que nos procuram ou para os hospitais para onde nos dirigimos”.

 

Antes do serviço público, foi motorista de ônibus urbano durante 12 anos. Deixou as ruas para guiar carros da Prefeitura. Três anos depois decidiu que iria para o SAMU. “Um irmão foi vítima de um latrocínio e vi o trabalho realizado pela equipe, na UPA da Mangabeira. Ali vi o que gostaria de fazer”. A informação sobre o rigor do trabalho, diz, aumentou ainda mais a sua decisão.

 

Em casa, diz, contou com apoio e o incentivo do marido, o vigilante Carlos Eduardo, que tomou um susto quando foi informado da sua decisão, da filha Maria Eduarda e da mãe, Fátima Martins. “Colegas me disseram que o serviço seria duro, mas não me intimidei”. Estava decidida a mais esta mudança na sua vida profissional. São dois plantões seguidos de 12 horas – um pela manhã e outro à noite, seguidos de 72 horas de descanso.

 

Secom