Soltos indevidamente, caramujos africanos provocam desequilíbrio ambiental e doenças

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Espécie é hospedeira de parasita que transmite tipo raro de meningite

Atendendo solicitações de moradores, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam) constatou a presença em grande quantidade de caramujos em dois terrenos no Parque Ipê, sendo eles localizados nas ruas Jandaia e Atlético.

Conforme o chefe do Departamento de Educação Ambiental, João Dias, são caramujos africanos, cuja espécie foi introduzida no país. Segundo ele, é um animal exótico e não têm predador.

“Esses caramujos, além de causar desequilíbrio ambiental, são transmissores de vermes e hospedeiros do parasita que provoca um tipo raro de meningite”, afirma acrescentando que “constantemente chegam reclamações de pessoas da comunidade para captura da espécie e outros animais que não são da fauna brasileira”.

Ainda de acordo com o chefe de Educação Ambiental, outros bairros estão sendo infestados por caramujos. “Alertamos as pessoas que não soltem animais exóticos no meio ambiente sem autorização dos órgãos públicos, uma vez que se faz necessário estudos”, esclarece.

O órgão municipal solicitou à Secretaria de Serviços Públicos (Sesp) a limpeza dos terrenos no Parque Ipê.

Risco à biodiversidade

De acordo com dados da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a Agência Fiocruz já sinalizava em 2007 sobre os riscos que a espécie representava à biodiversidade em todo o planeta quando foi introduzido no Brasil, no final da década de 80.

O caramujo foi importado ilegalmente do leste e nordeste africanos como um substituto mais rentável do escargot.

Foto: divulgação/ Semmam

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