Versículo do dia
Não há santo como é o Senhor; porque não há outro fora de ti; e rocha nenhuma há como o nosso Deus.

“Ufologia Bíblica”: jornalista diz que crer que a Bíblia fala de alienígenas “destrói seu sentido”

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ufologia-biblica As discussões sobre vida extraterrestre a partir do relato bíblico costumam usar trechos do Velho Testamento para defender que seres alienígenas vieram à Terra e interagiram com os povos antigos.

 

Esse tipo de debate é conhecido como “ufologia bíblica”, e parte do pressuposto que as narrativas e monumentos dos povos da época são vestígios de ETs.

 

Um dos defensores dessa linha de pensamento é o escritor e pastor presbiteriano Barry Downing, que publicou um livro chamado “The Bible and Flying Saucers” (“A Bíblia e os Discos Voadores”, em tradução livre”), que tem como base e inspiração o versículo 13:2 de Hebreus: “Não se esqueçam da hospitalidade; foi praticando-a que, sem o saber alguns acolheram anjos”.

 

Outros adeptos das teorias da “ufologia bíblica” alegam que a passagem bíblica de Ezequiel 1:4 seria o vislumbre de uma visita alienígena: “Olhei e vi uma tempestade que vinha do norte: uma nuvem imensa, com relâmpagos e faíscas, e cercada por uma luz brilhante. O centro do fogo parecia metal reluzente”, diz o texto bíblico.

 

Porém, para o jornalista e escritor Carlos Orsi, as discussões sobre ufologia a partir da Bíblia Sagrada são vazias e imprecisas, especulações montadas a partir de “uma defesa da verdade literal da narrativa bíblica”, mas que, no entanto, “destrói” o sentido primária da Bíblia: “Ela deixa de ser sobre a relação entre Deus e os homens e passa a ser sobre relação entre a humanidade e os ETs”, opina, em artigo para a revista Galileu.

 

Orsi, que se dedica a artigos opinativos sobre descobertas científicas, diz que a visão de Ezequiel foi resultado de uma enxaqueca, e não uma revelação ou encontro com alienígenas: “Em seu livro clássico sobre o assunto – intitulado ‘Enxaqueca’ – o médico e pesquisador americano Oliver Sacks descreve como alguns sofredores desse mal experimentam alucinações – ‘auras’ – que muitas vezes envolvem luzes e padrões geométricos. Sacks não tem dúvida de que a santa medieval e visionária Hildegard de Bingen deveu suas espantosas visões místicas a ataques de enxaqueca. Usando o trabalho de Sacks como base, o professor de Literatura e pesquisador da Bíblia Randel Helms estende a conclusão a Ezequiel. O que faz sentido”, escreve o jornalista, cometendo a mesma especulação que criticou, afinal não é possível provar que sejam as enxaquecas as responsáveis pela inspiração do autor do livro do Velho Testamento.

 

Gospel +

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